O vírus Nipah voltou ao centro das atenções globais após a confirmação de novos casos no estado de Bengala Ocidental, na Índia, no início de 2026. Trata-se de um vírus zoonótico altamente letal, com taxa de mortalidade estimada entre 40% e 75%. Ele não tem vacina ou tratamento específico aprovado, o que naturalmente inspira apreensão entre especialistas em saúde pública e populações ao redor do mundo.
Neste artigo, falaremos mais sobre esse tema, mostrando como o vírus se comporta, quais os riscos e como devemos nos preparar. Para saber mais, continue a leitura!
O Nipah vírus (NiV) é um paramixovírus zoonótico, ou seja, um vírus que circula entre animais, mas pode “pular” para humanos, pertencente ao gênero Henipavirus. Ele foi identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia e em Singapura que causou centenas de infecções e mais de cem mortes.
O principal reservatório natural do Nipah são morcegos frugívoros do gênero Pteropus, conhecidos popularmente como “raposas-voadoras”. Além dos morcegos, outros animais, especialmente suínos infectados, podem transmitir o vírus a humanos através de contato direto ou de secreções contaminadas.
A transmissão pode ocorrer de três maneiras principais:
De animais para humanos, especialmente por meio de contato com morcegos ou porcos infectados.
Por alimentos contaminados, como frutas ou seiva de palma que tenha entrado em contato com urina ou saliva de morcegos.
Entre humanos, por meio do contato direto com secreções corporais de pessoas infectadas, embora essa forma seja menos frequente e geralmente restrita a contatos próximos e prolongados.
Os sintomas iniciais de uma infecção pelo Nipah podem ser inespecíficos e parecidos com outras doenças virais, o que dificulta o diagnóstico precoce:
Febre
Dor de cabeça e dores musculares
Vômitos
Dor de garganta e tosse
Dificuldade respiratória
Esses sintomas podem evoluir rapidamente para complicações graves, como encefalite (inflamação do cérebro), distúrbios respiratórios severos, convulsões, coma e morte em casos fatais. A encefalite pode desenvolver-se dentro de 24 a 48 horas após o início dos sintomas graves.
O período de incubação, ou seja, o tempo entre a exposição e o aparecimento dos sintomas, normalmente varia entre 4 e 14 dias, mas pode estender-se para até 45 dias, o que dificulta a detecção e o controle da disseminação nos estágios iniciais.
Em janeiro de 2026, autoridades de saúde da Índia confirmaram novos casos de infecção pelo vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental. Segundo reportagens internacionais, dois profissionais de saúde foram diagnosticados com a infecção, e dezenas de pessoas que tiveram contato com eles foram monitoradas ou colocadas em quarentena preventiva.
Esse episódio reacendeu o alerta global, embora as autoridades sanitárias indianas tenham enfatizado que a situação está contida, com a maioria dos contatos testando negativo e sem sinais aparentes de uma disseminação exponencial.
Apesar disso, vários países na Ásia e além começaram a implementar protocolos de triagem em aeroportos e fronteiras, incluindo verificação de temperatura, avaliação de sintomas e coleta de histórico de viagens de passageiros provenientes de áreas afetadas. Países como Paquistão, Tailândia, Cingapura, Hong Kong e Malásia intensificaram essas medidas nos pontos de entrada.
Se comparado com outras doenças virais emergentes, o Nipah se destaca por algumas características preocupantes:
Alta mortalidade: embora varie conforme o acesso a cuidados de saúde, a taxa de fatalidade frequentemente medida em surtos chega a 40–75%, muito superior à de muitas outras infecções virais emergentes.
Transmissão humana possível: mesmo que não tão eficiente quanto o SARS-CoV-2 (o vírus da COVID-19), o Nipah pode espalhar-se entre pessoas em contato próximo, especialmente em ambientes de saúde ou familiares.
Ausência de vacina ou tratamento específico: atualmente não existe vacina aprovada nem medicamentos antivirais comprovados contra o Nipah, o que limita as opções terapêuticas a cuidados de suporte e manejo de complicações.
Capacidade de evolução silenciosa: com um longo período de incubação, a doença pode progredir sem sintomas claros por semanas, dificultando a detecção precoce e a contenção rápida em estágios iniciais.
Esses fatores combinados colocam o Nipah na lista de patógenos prioritários das agências de saúde global, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a doença de forma contínua e incentiva pesquisas emergenciais sobre métodos de prevenção e tratamento.
A palavra Nipah simboliza um dos vírus mais letais monitorados atualmente. O vírus Nipah preocupa autoridades de saúde por sua alta taxa de mortalidade e ausência de vacina.Diante da lembrança recente da pandemia de COVID-19, muitas pessoas se perguntam se o Nipah pode desencadear uma crise de escala similar ou pior.
Especialistas apontam que, embora a letalidade do Nipah seja muito maior, o risco de pandemia generalizada é considerado atualmente baixo porque: sua transmissão entre humanos é menos eficiente do que a do SARS-CoV-2, especialmente em ambientes comunitários amplos. Além disso, não há evidências de uma grande proporção de casos assintomáticos, o que facilita a identificação de infectados e a implementação de medidas de isolamento mais eficazes.
No entanto, a possibilidade de mutação viral ou adaptação que aumente sua transmissibilidade permanece um motivo de atenção, e a vigilância epidemiológica contínua é crucial para identificar quaisquer mudanças significativas no perfil da doença.
Em suma, o surto recente de Nipah na Índia reacende uma preocupação pública global sobre agentes infecciosos com alto potencial de letalidade e impacto. Embora o risco de uma pandemia em larga escala permaneça baixo nas condições atuais, a natureza do vírus, sua alta mortalidade, potencial de transmissão humano-humano e ausência de tratamento eficaz, exige uma vigilância contínua, cooperação internacional e investimentos em pesquisa científica.
A resposta global ao Nipah enfatiza não apenas a necessidade de conter surtos isolados, mas também de reforçar sistemas de saúde, preparar planos de contingência e melhorar a capacidade de detecção e resposta a doenças emergentes, lições que foram fortemente relembradas pela experiência global recente com a COVID-19.
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Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos graves, a infecção evolui para encefalite, dificuldade respiratória, convulsões, coma e pode levar à morte rapidamente.
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