Um assunto tem sido pauta dessas últimas semanas: a vacinação em grávidas contra a Covid-19.

Hoje vamos entender melhor como cada vacina funciona e reage no corpo, a partir de alguns estudos.

 Como funcionam as vacinas Pfizer e Coronavac?

Segundo a Febrasgo as vacinas a serem disponibilizadas às gestantes são de categoria B (produzidas por meio de plataforma de vírus inativado, vetor viral ou mRNA).

A vacina da Pfizer-BioNTech são vacinas de RNA mensageiro, que não contém vírus que causam o COVID-19 e nem interagem com o DNA da pessoa que a recebeu ou causa alterações genéticas.

O RNA mensageiro, ou mRNA, que entra na célula e fabrica um pedaço dos espinhos é o que caracterizam o aspecto externo do corona vírus. Então o sistema imunológico da pessoa produz anticorpos contra os espinhos.

Se uma pessoa vacinada for exposta posteriormente ao coronavírus, esses anticorpos devem estar prontos para atacar o vírus.

No caso da Coronavac eles usam um vírus inativado para que o nosso corpo produza anticorpos contra a coroa do vírus.
As vacinas foram liberadas para gestantes, porque o risco de covid grave é maior em gestantes principalmente com comorbidades comparando-se a pessoas não grávidas. Sempre é importante conversar com o seu médico para que você fique mais segura.

Estudos

Em um estudo da Obstetrics & Gynecology eles relatam resultados em 84 mulheres que receberam a vacina SARS-CoV-2 durante a gravidez e 116 mulheres em um grupo de controle que não receberam a vacina.

A primeira inoculação foi de 46 ± 24 dias antes do parto. As mulheres vacinadas mostraram respostas robustas de anticorpos, enquanto as mulheres no grupo de controle foram negativas.

Nas pacientes grávidas vacinadas, não houve aumento observado na incidência de achados característicos da infecção por SARS-CoV-2 na gravidez.  Esses achados acrescentam-se à crescente literatura que apoia a segurança da vacinação contra SARS-CoV-2 na gravidez.

Quando tomar a vacina?

A vacinação pode ocorrer a qualquer momento da gestação. Relatórios recentes mostraram que pessoas que receberam vacinas de mRNA de COVID-19 durante a gravidez (principalmente durante o terceiro trimestre) transmitiram anticorpos a seus fetos, o que poderia ajudar a protegê-los após o nascimento.

As Puérperas e lactantes podem tomar com segurança, sendo orientadas a não interromperem o aleitamento materno. Talvez a imunização possa aumentar a passagem de anticorpos contra o Covid para o bebê.

Embora as vacinas contra a Covid atualmente disponíveis em nosso país não terem incluído gestantes nas pesquisas que embasaram suas aprovações, estudos realizados em animais não observaram eventos teratogênicos.

Tromboembolismo

Pessoas abaixo de 40 anos, incluindo gestantes devem evitar a vacina AstraZeneca pelo risco de tromboembolismo – coágulos no sangue. Embora esse efeito colateral seja muito raro, ele ocorre de 4 dias a 4 semanas da imunização e como ele é grave, você deve consultar um médico com urgência se tiver algum dos seguintes sintomas:

    • Uma nova e forte dor de cabeça que não é aliviada pelos analgésicos usuais ou está piorando;
    • Uma dor de cabeça que parece pior quando se deita ou se inclina;
    • Uma dor de cabeça incomum que pode ser acompanhada por visão turva, náuseas e vômitos
      dificuldade com o seu discurso;
    • Fraqueza, sonolência ou convulsões;
    • Novo hematoma ou sangramento por picada de agulha inexplicável falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas ou dor abdominal persistente.

Vacina da Influenza e Covid-19

Deve-se respeitar o intervalo de 14 dias entre a administração da vacina de Covid-19 e outra do calendário vacinal (como a influenza). Caso o recebimento desta segunda dose ocorra no intervalo entre as doses da imunização contra a Covid, se necessário, as gestantes e puérperas podem postergar o recebimento da segunda dose, sem prejuízo no seu efeito protetivo.

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Rafaélla Mantovani

Comunicação e Marketing Digital na Clínica Mega Imagem.