No artigo de hoje vamos entender quais são as evidências para o distanciamento físico de 2 metros.

A base para definição das regras de distanciamento são os estudos, recentes e alguns deles muitos antigos de 1897, por exemplo.

Abnormal hepatic function has been reported rarely and has been caused by both the oral and parenteral administration of tetracyclines, including doxycycline. In addition to the burns, other risk factors for candidemia included the presence of a central venous catheter and receipt of total parenteral nutrition and broad-spectrum antibiotics. Hydrochlorothiazide is a white to off-white, crystalline powder that is slightly soluble in water, but freely soluble in sodium hydroxide solution http://www.farmaciasonline.org/. Finally, cell synthases and isomerases convert PGH 2 to thromboxanes (TXB), prostaglandins (PG), and prostacyclin (PGI).

Eles são baseados na distância que percorrem as gotículas, de tamanhos variados no ar úmido e turbulento, proveniente da respiração que as mantém concentradas e as carrega mais de metros em poucos segundos.
Após esta “nuvem” perder velocidade suficiente, passam a exercerem importância na transmissão de uma infecção.

O que interfere na contaminação também:

  • Tipo de de ventilação do ambiente;
  • Padrões específicos de fluxo de ar;
  • Tipos de atividades em que as pessoas estão envolvidas;
  • Carga viral do emissor;
  • Duração da exposição;
  • Susceptibilidade de um indivíduo a infecção.

Distanciamento: origem da regra dos 2 metros

Baseado em alguns estudos feitos  em placas com meio de cultura, as gotículas provenientes da fala, tosse e espirro foram testadas a diferentes distâncias.
Em 1897  propõe-se que a distância necessária é de 1 a 2 metros. Já em 1948, só 10% das gotículas ultrapassavam 1,7 m.

Em uma revisão sistemática de 10 estudos recentes, sugerem que há propagação acima de 2 metros e podendo chegar a 6 e 8 metros  isso infere que pode ocorrer propagação concentrada de partículas alem de 1 e 2 m de distância quando provenientes de tosse ou espirros.

Nas recentes epidemias de SARS-COV, MERS-COV e gripe aviária, múltiplos estudos sugerem propagação além de 2 metros.

Tamanho das gotículas

As maiores gotículas tendem a cair de 1 a 2 metros. As menores, chamadas aerossóis, se não tiver fluxo de ar no ambiente tendem a permanecer ao redor do emissor e evaporar antes de cair.

Se houver fluxo de ar elas podem ser carregadas além de 1 ou 2 metros. O espirro e a tosse também fazem que até as gotículas maiores ultrapassem 2 m.

Estudos evidenciaram amostras positivas para o vírus a uma distância de pacientes internados infectados de 2 e 4 metros. Também foram evidenciados presença do vírus nos aparelhos de ar-condicionado e ventilador do quarto de pacientes infectados.

Força da emissão

Expirar, cantar, tossir, espirrar geram uma nuvem de gás úmida e quente de ar exalado, que se mantém concentrada e pode atingir de sete a 8 m de distância em pouco segundos.

Isso ajuda a explicar ocorrência de transmissão do COVID-19 por um cantor assintomático num coral que contaminou 32 outros cantores e mais 20 outros casos prováveis, apesar do distanciamento físico de 2 m.

Atividades em ambientes fechados como aulas de ginástica ou coletivas também estão inseridas nesse contexto.
A força da respiração no exercício pode se assemelhar a tosse com transmissão das gotículas a uma distância maior, porém o ambiente externo permite a diluição das mesmas e a redução do risco de transmissão. Apesar do senso comum de que o tempo de exposição a uma pessoa com Covid influencia no risco de transmissão, não se encontrou trabalho que quantifica essa variável.

O risco de transmissão com o distanciamento de 1 metro é de 2 a 10 vezes maior que o distanciamento de 2 metros. Veja:
A regra do distanciamento físico poderia ser mais efetiva se refletisse os níveis de risco:
-Tipo de ocupação;
-Tempo de contato;
– Uso ou não de máscaras;
– Ambiente interno fechado ou externo/aberto;
-Intensidade de ventilação;
– Nível de aglomeração/ distanciamento.

Níveis de risco

Os níveis de risco são relativos e não absolutos, especialmente em relação aos limites de tempo e de aglomeração e eles não incluem fatores adicionais como a susceptibilidade individual de infecção.  A umidade do ambiente também é um fator muito importante ainda que não rigorosamente estabelecido, outros trabalhos são necessários, por exemplo: limite de duração de exposição em relação a ambientes fechados, aglomeração e nível de capacidade de propagação viral.

O distanciamento físico precisa ser visto como apenas uma parte de uma conduta de saúde pública para conter a pandemia de COVID-19, que necessita ser implementada e combinada com estratégias de gerenciamento de pessoas, do ar, ambiente , das superfícies e do espaço físico. Incluindo higiene das mãos, limpeza do ambiente , cuidados com o ar/ventilação e equipamento de proteção apropriado tal como máscaras, por exemplo.

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Espero que tenha gostado desse artigo, até breve.

 

Rafaélla Mantovani

Rafaélla Mantovani

Comunicação e Marketing Digital na Clínica Mega Imagem.