Primeiramente, o sarampo é uma doença infectocontagiosa provocada por um Morbilivirus e transmitida por secreções das vias respiratórias como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse.

O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele.

É uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro.

Sintomas do sarampo

  • Manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular eritematoso), que começam no rosto e progridem em direção aos pés;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Conjuntivite;
  • Coriza;
  • Perda do apetite;
  • Manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik);
  • Otite;
  • Pneumonia;
  • Encefalite.

A infecção ocorre em uma sequência de estágios durante um período de duas a três semanas.

  • Infecção e incubação: Durante os primeiros 10 a 14 dias após a infecção, o vírus do sarampo incuba. Você não tem sinais ou sintomas de sarampo durante este período.
  • Sinais e sintomas inespecíficos: Em geral começa com febre leve a moderada, geralmente acompanhada de tosse persistente, coriza, olhos inflamados (conjuntivite) e dor de garganta. Essa doença relativamente leve pode durar dois ou três dias.
  • Doença aguda e erupção cutânea: A erupção consiste em pequenas manchas vermelhas, algumas das quais ligeiramente salientes. Manchas e protuberâncias em aglomerados apertados dão à pele uma aparência vermelha manchada. O rosto surge primeiro.

Nos dias seguintes, a erupção se espalha pelos braços e tronco, depois pelas coxas, parte inferior das pernas e pés. Ao mesmo tempo, a febre sobe abruptamente, frequentemente chegando a 40 a 41 C.

A erupção cutânea do sarampo diminui gradualmente, desaparecendo primeiro no rosto e, por último, nas coxas e nos pés.

  • Período comunicável. Uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus a outras pessoas por cerca de oito dias, começando quatro dias antes do aparecimento da erupção e terminando quando a erupção estiver presente por quatro dias.

Causas

Trata-se de uma doença altamente contagiosa causada por um vírus que se replica no nariz e na garganta de uma criança ou adulto infectado. 

Então, quando alguém etá infectado e  tosse, espirra ou fala, gotículas infectadas se espalham no ar, onde outras pessoas podem inalá-las.

As gotículas infectadas também podem pousar em uma superfície, onde permanecem ativas e contagiosas por várias horas. Você pode contrair o vírus colocando os dedos na boca ou nariz, ou esfregando os olhos após tocar a superfície infectada.

Cerca de 90% das pessoas suscetíveis que são expostas a alguém com o vírus serão infectadas.

Fatores de risco para o sarampo

Os fatores de risco para sarampo incluem:

  • Sendo não vacinado: Se você não recebeu a vacina contra o sarampo, é muito provável que você desenvolva a doença;
  • Viajar internacionalmente: Se você viajar para países em desenvolvimento, onde o sarampo é mais comum, você corre um risco maior de pegar a doença;
  • Ter deficiência de vitamina A: Se você não tem vitamina A suficiente em sua dieta, é provável que tenha sintomas e complicações mais graves.

Complicações do sarampo

As complicações do sarampo podem incluir:

  • Infecção na orelha: Uma das complicações mais comuns do sarampo é uma infecção bacteriana no ouvido;
  • Bronquite, laringite ou crupe: O sarampo pode causar inflamação da caixa vocal (laringe) ou inflamação das paredes internas que revestem as principais vias respiratórias dos pulmões (brônquios);
  • Pneumonia: A pneumonia é uma complicação comum do sarampo. Pessoas com sistema imunológico comprometido podem desenvolver uma variedade especialmente perigosa de pneumonia que é às vezes fatal;
  • Encefalite: Cerca de 1 em 1.000 pessoas com sarampo desenvolve uma complicação chamada encefalite. A encefalite pode ocorrer logo após o sarampo ou pode não ocorrer até meses depois:
  • Problemas de gravidez: Se você está grávida, deve ter cuidado especial para evitar o sarampo, pois a doença pode causar trabalho de parto prematuro, baixo peso ao nascer e morte materna.

Diagnóstico

É feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.

Tratamento

Por ser uma doença autolimitada, o tratamento é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas.

Desta forma, paciente com sarampo deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre. Em alguns casos, há necessidade de tratamento para o aumento de imunidade.

Vacina antissarampo

A vacina anti sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos.

Neste sentido, deve ser aplicada em duas doses: a primeira a partir do 12.º mês de vida da criança e a segunda, entre os 15 e 24 meses, de acordo com a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização). Exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunodeprimidos, adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina.

Vacina contra o sarampo em adultos

Você pode precisar da vacina contra o sarampo se for um adulto que:

  • Tem um risco aumentado de sarampo – como frequentar a faculdade, viajar para o exterior ou trabalhar em um ambiente hospitalar – e você não tem prova de imunidade. A prova de imunidade inclui documentação escrita de suas vacinas ou confirmação laboratorial de imunidade ou doença anterior.
  • Nasceu em 1957 ou depois e não tem prova de imunidade. A prova de imunidade inclui documentação escrita de suas vacinas ou confirmação laboratorial de imunidade ou doença anterior.

Se você não tem certeza se precisa da vacina contra o sarampo, converse com seu médico.

Prevenção de novas infecções

Se você já teve sarampo, seu corpo desenvolveu seu sistema imunológico para lutar contra a infecção e você não pode mais ser infectado.

Neste sentido, a vacina é importante para:

  • Promover e preservar a imunidade generalizada: Desde a introdução da vacina contra o sarampo, o sarampo foi virtualmente eliminado, embora nem todos tenham sido vacinados. Este efeito é denominado imunidade de rebanho.

    Mas a imunidade do rebanho pode estar enfraquecendo um pouco, provavelmente devido a uma queda nas taxas de vacinação. 

  • Prevenir o ressurgimento do sarampo: As taxas de vacinação constantes são importantes porque logo após o declínio das taxas de vacinação, o sarampo começa a voltar. Em 1998, um estudo agora desacreditado foi publicado incorretamente ligando o autismo à vacina contra sarampo-caxumba-rubéola (MMR).

    Assim, no Reino Unido, onde o estudo se originou, a taxa de vacinação caiu para o mínimo histórico de cerca de 80% de todas as crianças em 2003-2004. Em 2008, havia cerca de 1.400 casos de sarampo confirmados em laboratório na Inglaterra e no País de Gales.

Recomendações

  • Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas;
  • Procure saber a causa da doença de crianças que convivem com seus filhos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de caráter epidêmico;
  • Não deixe de procurar atendimento médico se aparecerem manchas avermelhadas na pele de sua criança, mesmo que ela tenha sido vacinada contra o sarampo;
  • Por fim, investigue se você teve a doença na infância ou tomou a vacina quando criança. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

Fonte: Site – Drauzio Varella

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