Hoje trouxe um assunto que gera dúvida em diversos pacientes quando falamos em tireoide. Qual é a diferença do hipotireoidismo e do hipertireoidismo?

Vamos entender juntos.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo se refere à condição patológica comum de deficiência do hormônio tireoidiano e se baseia mais em parâmetros bioquímicos, devido a ausência de especificidade nos sintomas do quadro clínico.

O hipotireoidismo leve ou subclínico, comumente considerado um sinal de insuficiência tireoidiana precoce, é definido por concentrações de TSH acima da faixa de referência e concentrações de tiroxina livre dentro da faixa normal.

As manifestações clínicas variam de risco de vida a nenhum sinal ou sintoma.

O hipotireoidismo ocorre com mais frequência em mulheres, em pessoas mais idosas (> 65 anos), e em indivíduos brancos.

Ele é mais comum em pacientes com doenças autoimunes, como diabetes tipo 1 e doença celíaca, e pode ocorrer como parte de doenças autoimunes múltiplas endocrinopatias. Indivíduos com síndrome de Down ou síndrome de Turner têm um risco aumentado de hipotireoidismo.

Os sintomas mais comuns de hipotireoidismo em adultos são fadiga, letargia, intolerância ao frio, ganho de peso, constipação, mudança na voz e pele seca.

Entretanto a apresentação clínica pode incluir uma ampla variedade de sintomas que variam com a idade, sexo e tempo entre início e diagnóstico.

Os sintomas para o diagnóstico de hipotireoidismo são inespecíficos, especialmente em pacientes idosos que apresentam menos sinais e sintomas clássicos do que indivíduos mais jovens.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz e secreta quantidades inadequadamente altas de hormônio tireoidiano, o que pode levar à tireotoxicose ( condição clínica em que o efeito do excesso de hormônio tireoidiano nos tecidos causa manifestações clínicas sistêmicas).

Esta condição afeta muitos sistemas diferentes do corpo, incluindo os sistemas da pele/subcutâneo, músculo-esquelético, imunológico, oftálmico, reprodutivo, gastrointestinal e cardiovascular.

É importante reconhecer as manifestações cardiovasculares comuns, como hipertensão e taquicardia, e tratar esses pacientes com betabloqueadores ( bloqueiam os receptores da noradrenalina diminuindo a frequência cardíaca entre outras indicações).

O tratamento precoce das manifestações cardiovasculares, juntamente com o tratamento do hipertireoidismo, pode prevenir eventos cardiovasculares significativos.

As opções de tratamento para hipertireoidismo incluem medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo e cirurgia.

Os medicamentos antitireoidianos costumam ser usados temporariamente para tratar a tireotoxicose em preparação para um tratamento mais definitivo com iodo radioativo ou cirurgia.

Mas, em casos selecionados, os pacientes podem permanecer com medicamentos antitireoidianos por longo prazo.

Exames da tireoide para diagnóstico

Os exames geralmente solicitados para o diagnóstico do hipo e hipertireoidismo são os de sangue e de ultrassonografia.

O exame de sangue é solicitado para analisar o valor do TSH. O TSH é um hormônio secretado pela hipófise que comanda a secreção dos hormônios tireoidianos e funciona com a alça de feedback : quando o nível de hormônio tireoidiano no sangue está aumentado o TSH diminui ; se o hormônio da tireoide estiver baixo o TSH aumenta .

O teste confirmatório com T4 livre e T3 sérico total (são os hormônios da tireoide) pode ser feito para alta suspeita de tireotoxicose ou para avaliar posteriormente um nível anormal de TSH.

A Ultrassonografia é solicitada com uso de Doppler de fluxo em cores, onde pode se detectar áreas de fluxo aumentado ou podemos detectar um nódulo que pode estar produzindo muito hormônio tireoidiano sem controle.

DENSITOMETRIA-OSSEAAcesse também Facebook ​​, Instagram  e Linkedin.

Rafaélla Mantovani

Rafaélla Mantovani

Comunicação e Marketing Digital na Clínica Mega Imagem.