O que é o Covid-19?

Inicialmente chamada de 2019-n-CoV, a infecção provocada pelo novo coronavírus recebeu o nome oficial de Covid-19, em 11 de fevereiro: um acrônimo do termo “doença por corona vírus” em inglês (corona virus desease 2019). “Estamos assistindo à ciência em formação. As coisas mudam a cada dia: não só os números da epidemia, mas todos os aspectos. Tudo é muito novo para todos nós”, observa o infectologista Estevão Portela, vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), que recebeu caso suspeito de ebola em 2015 e receberá casos do novo Covid-19, se o vírus chegar ao país.

Os Covid-19, diz ele, são uma causa conhecida de infecção respiratória. Em geral, provocam um resfriado leve;

Até as últimas décadas, raramente geravam doenças mais graves em humanos. “O que vem acontecendo desde o início deste milênio é um ‘salto de espécies’, ou seja, o vírus salta de uma espécie animal em que é parasita habitual para a espécie humana”, explica Estevão.

A partir de 2002, conta, surgiram três novos coronavírus — SARS (que causa síndrome respiratória aguda grave) em 2002, MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio) em 2012 e Covid-19 em 2019.

A suspeita é de que o morcego esteja na base de todos esses saltos, normalmente ligado a outro animal intermediário — no caso da SARS, o pangolim (semelhante a um tatu), no da MERS, o dromedário.

Ainda se busca entender se houve um hospedeiro intermediário no Covid-19. Tudo leva ao mercado de peixes e animais exóticos de Wuhan, já que grande parte dos primeiros infectados esteve no local. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, foram coletadas 33 amostras na zona oeste do mercado, principalmente onde ficam as barracas de animais selvagens, e 31 testaram positivo para o coronavírus.

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade de respirar. Já há diversos trabalhos científicos publicados desde o início da epidemia, mostrando a velocidade da resposta da ciência. Os principais destacam que o Covid-19 predomina na faixa etária de 45 anos a 60 anos, e quase não aparece na população abaixo dos 20 anos. “Provavelmente, isso se deve aos casos mais graves, aqueles que procuram o sistema”.

Como é o contágio do Covid-19?

Quanto à transmissão, presume-se que acontece apenas por gotícula — ou seja, uma pessoa tosse, fala ou expectora e em contato próximo com outra passa o vírus.

As máscaras descartáveis viraram símbolo da epidemia. Em muitos lugares, mesmo alguns que sequer registraram casos, o produto se esgotou. Estevão, no entanto, não recomenda a máscara como item de proteção individual. “Em geral, ela é mal-usada. Há quem a tire para tossir, por exemplo, ou use por um tempo longo demais, quando já está molhada e sem capacidade de proteger”.

Segundo o infectologista, a melhor maneira de se prevenir de qualquer tipo de resfriado é lavar as mãos. “A lavagem das mãos é fundamental em qualquer epidemia e em qualquer época”, aponta. “O álcool gel pode ser usado, mas lavar as mãos com água e sabão já é excelente”.

Como prevenir o Covid-19?

As máscaras devem ser usadas somente por aqueles que já estão infectados pelo vírus, por profissionais da saúde ou por pessoas que estão com sintomas do coronavírus.

Siga as 5 dicas de prevenção

  1. Mãos: lave frequentemente!
  2. Cotovelo: use para cobrir a tosse.
  3. Rosto: não toque!
  4. Espaço: mantenha um distância segura.
  5. Casa: se possível, não saia de casa!

Saiba mais neste texto do nosso blog!

Como cuidar da sua casa?

  • Se estiver contaminado ou com suspeita, use máscara para cozinhar;
  • Não compartilhe copos, pratos ou talheres;
  • Mantenha circulação do ar com as janelas abertas;
  • Separe os resíduos em lixeiras separadas;
  • Se possível higienize as maçanetas das portas dos quartos;
  • Dê preferência a sabonetes líquidos;
  • Higienize a torneira do banheiro assim que a usar;
  • Limpe os móveis com álcool 770%;
  • Se alguém em casa estiver contaminado, além da mascará, mantenha distancia 2 metros.

Suspeita de estar contaminado? O que fazer?

Ao apresentar algum desses sintomas, é importante também considerar as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Um caso suspeito de coronavírus seguia alguns critérios epidemiológicos, como: ter viajado para fora do Brasil nos últimos 14 dias, ter tido contato com pessoas contaminadas ou com suspeitos de contaminação.

No entanto, a partir do dia 20 de março, essas entidades públicas já declaravam casos de transmissão comunitária de SARS-CoV-2, o novo Covid-19. Com isso, qualquer quadro que envolva esses sintomas iniciais, como coriza, tosse e algum sintoma respiratório é potencialmente um caso de coronavírus.

Nesses casos, o que é indicado pela OMS e Ministério da Saúde é o isolamento domiciliar de 14 dias, acompanhando de perto o quadro e procurando auxílio médico imediato se os sintomas se agravarem. Se a pessoa se enquadro nos grupos de risco, o cuido precisa ser maior.

Quando devo ir ao médico?

Caso haja suspeita de contaminação, realmente é necessário buscar ajuda médica para receber o diagnóstico definitivo. O médico infectologista Matheus Todt conta que, no hospital, será solicitado um exame confirmatório, chamado de RT-PCR, feito através da coleta de secreção da garganta com um cotonete.

“Após a realização desse procedimento, o paciente será orientado a manter-se em casa, fazer repouso e hidratar-se adequadamente até a liberação do resultado, que leva cerca de 4 dias para acontecer”, explica o infectologista.

O que fazer se pegar Covid-19

Se o exame apontar positivo, o procedimento seguinte variará de acordo com o quadro de saúde da pessoa. Matheus explica que, em 80% dos casos, a situação do paciente é considerada leve, fazendo com que medidas similares a um quadro gripal sejam tomadas, como:

  • Quarentena domiciliar
  • Repouso
  • Hidratação
  • Uso de analgésicos prescritos pelo médico

Referências usadas para o conteúdo

 

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