O contraste é uma substância química que consegue gerar uma alteração na característica  da imagem  do corpo humano.

Desta forma, essa  substância que é utilizada nos exames de tomografia computadorizada, segue alguns protocolos,  podendo ser ministrada por meio de:

  1. solução oral
  2. enema (indicado para exames de abdômen – intestino)
  3. venosa.

No entanto, é importante saber que à base destas substâncias é o iodo, devido à propriedade deste elemento químico de bloquear os feixes de Raio-X.

Por isso, ele acaba tornando branco nas imagens os vasos e algumas lesões, facilitando sua visualização.

Assim, por meio desta clareza de visualização, identificamos  doenças conforme seu grau  de vascularização.

Exame sem uso do contraste

Nesta imagem (sem uso do contraste) é imperceptível o nódulo no figado.

Exame com contraste

Nesta imagem, com uso do contraste o nódulo no fígado passa a ser nítido.

O contraste é seguro?  

Contudo, devido às características químicas da composição, o contraste  se apresenta de duas formas:

  • iônico
  • não-iônico

Em síntese, o que os diferencia são os graus de potenciais reações adversas.

De modo geral, os efeitos que o contraste causa no momento da sua administração (acontecem devido ao contato do iodo e  moléculas), às quais está ligado no sangue. Sendo eles:

  • mais comum: sensação de calor e gosto metálico;
  • eventualmente: náuseas e vômitos

No entanto, outras reações podem acontecer e são causadas pelo próprio contraste e até por relação da punção da veia.

Assim, quando há  punção da veia, há também a distensão desta, bem como o próprio fluxo do contraste (que, em geral, é administrado por meio de uma bomba injetora).

Desse modo, como forma de assegurar o fluxo  constante da solução, é necessário que seu uso aconteça sob supervisão de um técnico de enfermagem.

Estas podem ser:

  • sudorese;
  • palidez cutânea;
  • tontura;
  • queda na pressão e  nos batimentos cardíacos.

Estes sintomas costumam ser passageiros e de evolução benigna, merecendo maior cuidado em pacientes com histórico de doença cardíaca grave (insuficiência cardíaca avançada).

Quais as possíveis reações adversas?

Um dos efeitos causado pela administração do contraste é o fechamento dos brônquios (broncoespasmo).

Em pessoas sem determinadas doenças pulmonares este efeito é muito discreto e imperceptível clinicamente.

Porém, em pacientes com tendência dos brônquios a se fecharem (hiperatividade brônquica)  como os portadores de asma, bronquite crônica ou doença pulmonar obstrutivo crônica (DPOC) este efeito pode provocar uma situação onde seja necessário a inalação ou outras medicações.

Existem ainda as reações relacionadas a alergias (tipo anafilactóide), como:

  • urticária  (manchas vermelhas na pele em geral acompanhadas por coceira);
  • tosse;
  • angioedema (inchaço do rosto, olhos e lábios);
  • coriza nasal;
  • queda na pressão com aceleração nos batimentos cardíacos
  • fechamento de glote

No entanto, estes sintomas acontecem predominantemente em pacientes com predisposições, que podem evoluir para crises respiratórias severas e desmaios.

Desta forma, observamos que as reações são de variadas gravidades.

Assim, a grande maioria destes eventos consiste em reações leves e de baixo risco, que podem ser tratados de forma rápida e com sucesso no local de realização do exame.

Contudo, informamos que reações graves são mais raras, ocorrendo em 0,22% e 0,04% dos pacientes que utilizam contraste iodado iônico e não iônico respectivamente.

Como saber se tenho risco para reações adversas?

Neste sentido, pessoas com  doenças pulmonares (portadores de asma, bronquite crônica e doença pulmonar obstrutivo crônica – DPOC)  podem sofrer uma crise, necessitando de inalação ou outras medicações.

Portanto, em todos estes casos recomendamos a utilização do Kit de dessensibilização (medicação profilática), receitado no momento do agendamento, quando identificamos a condição.

Lembramos que pacientes portadores destas patologias, devem usar  no dia do exame as medicações inalatórias eventuais e outro remédios para controle destas doenças.

No entanto, em pacientes com quadros muito graves (internações frequentes e recentes), devido à crise de falta de ar,  recomendamos que os exames contrastados sejam realizados em ambientes hospitalares.

Pacientes que apresentem histórico de alergia a qualquer tipo de substância também devem informar este acontecimento no momento do agendamento do exame.

Neste sentido (se leve ou moderada) orientamos a utilização do Kit de dessensibilização (medicação profilática), receitado no momento do agendamento quando identificada a condição.

Caso o paciente tenha apresentado algumas das reações abaixo, é extremamente importante comunicar a equipe de atendimento:

  1. edema de glote (fechamento da garganta para respirar);
  2. queda  de pressão com desmaio ou falta de ar

Nestas situações, recomendamos  que os exames contrastados sejam realizados em ambientes hospitalares, pois lá é oferecido maior disponibilidade de recursos.

Existem outras doenças que possam aumentar o risco?

Doenças do coração

Portadores de  doença cardíaca grave, como na insuficiência cardíaca avançada, têm maior propensão a apresentar oscilações nos níveis de pressão e batimentos cardíacos.

Neste sentido a variação (aumento ou queda de pressão) podem oferecer uma propensão de congestão nos pulmões por acúmulo de líquido.

Portanto, aqueles que têm doença cardíaca grave, quando tem um exame solicitado uso do contraste, recomenda-se discutir antes com o médico que cuida do coração.

Avaliado o risco, recomendamos realizar o exame em ambiente hospitalar.

Doenças da tireoide

Pessoas portadoras de um tipo de doença da tireoide, o hipertireoidismo (excesso de hormônios tireoideanos), caso não estejam realizando o controle desta, o paciente passar ter um potencial risco de entrar em crise.

Isso acontece devido ao efeito do contraste associado ao eventual excesso de hormônios.

Sob o mesmo ponto de vista, podemos afirmar que isso acontece devido ao iodo que está presente no contraste, pois  funciona como se fosse o combustível da tireoide.

Portanto, recomendamos que antes de realizar o exame com contraste, se realize a dosagem dos hormônios.

Contudo, salientamos que esta condição é bem menos frequente que o hipotiroidismo, parar  qual NÃO há contra-indicação quanto ao uso do contraste.

Fique atento!

Por fim, todas as clínicas que oferecem medicina diagnóstica por imagem, devem estar equipadas com medicações essenciais, oxigênio e desfibrilador para parada cardíaca.

Desta forma, escolha um lugar seguro e que tenha protocolos como os descritos acima para realização de exames com contraste.

 

 

 

Mega Imagem

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A clínica Mega Imagem é referência no diagnóstico por imagem na Baixada Santista.