Em apoio ao Setembro Amarelo – Mês de  Prevenção ao Suicídio, abordaremos um assunto muito delicado, mas também muito atual nos dias modernos. Depressão.

Primeiramente, é importante entender que a estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que, hoje, 350 milhões de pessoas sofram de transtorno depressivo em todo o mundo, das quais cerca de 11 milhões estão no Brasil e 54 milhões na China.

Neste sentido, houve um aumento de 20% nos casos na última década, o que faz da depressão a maior causa de incapacitação no mundo – refletindo na queda da produtividade no trabalho e ocasionando alto custo global.

No entanto, apesar da importância médica e social que esses números indicam, a depressão ainda é uma enfermidade envolta em preconceitos, desinformação e estigma.

De modo geral, as pessoas permanecem sem diagnóstico e sem tratamento em quase metade dos casos nos países desenvolvidos, índice que alcança entre 80% e 90% nos países não desenvolvidos.

Por outro lado, sob ótica apenas econômica, estima-se que cada dólar investido em tratamento produza quatro dólares de lucro, por resultar em aumento da produtividade no trabalho e em melhora na saúde.

Depressão: Uma doença que não escolhe rostos

Neste sentido, infelizmente a depressão é uma doença rondada por estigmas e preconceitos, mesmo no meio médico. É uma patologia que pode acometer jovens, idosos, ricos e pobres e até crianças.

Contudo, ela pode estar relacionada a um acontecimento específico da vida, ou somente pode acontecer.

O importante a saber é que pacientes com transtorno depressivo apresentam um risco excessivo de comportamento suicida.

Os seus sintomas são variados e com graduações diferentes.

De forma geral, a depressão apresenta-se em forma de tristeza, sensação de vazio, desesperança, irritação e impaciência. Pode ser uma total falta de interesse e de prazer em tudo: família, trabalho, amigos, lazer, religião.

Contudo, a  memória e a atenção ficam afetados e o pensamento pode estar lento, pesado; é complicado raciocinar e tomar decisões, mesmo aquelas comuns, como que roupa vestir.

Neste sentido, percebe-se que as noites tornam-se intermináveis por uma insônia resistente, ou os dias tornam-se inúteis devido a um sono incontrolável.

Percebe-se que o apetite fica desregulado, com correspondente perda ou ganho de peso. Pode haver uma sensação de inutilidade, cansaço ou falta de energia para tudo.

Além disso, tomar banho, além de desnecessário, equivale a um dos doze trabalhos de Hércules. Pode haver sensação de culpa, de falta de sentido em tudo e, para muitos, surge a vontade de morrer ou de pôr fim à vida e ao seu sofrimento profundo.

O efeito dos medicamentos sobre a depressão

Não há dúvidas de que a depressão – nos seus diversos graus – é o mal dos tempos.

E há aqui um paradoxo: quanto mais avançamos no desenvolvimento humano, na longevidade, mais pessoas apresentam quadros depressivos.

O aprimoramento de vários neurotransmissores monoaminérgicos, como noradrenalina, dopamina e serotonina, pode aliviar os sintomas do transtorno depressivo.

No entanto, esse efeito é tipicamente observado cerca de 4 semanas após o início do tratamento.

Neste sentido, a maioria dos antidepressivos não trabalha rapidamente – uma propriedade que é crítica no tratamento de pacientes com ideação suicida.

Dentre os tratamentos mais eficazes contra a depressão – além da medicação –, a terapia com base na teoria e na técnica cognitiva comportamental tem se mostrado com muita eficácia.

Um caminho, um atalho

Só quem viveu na pele o drama consegue definir a dor que corrói a alma e parece não ter explicação. A depressão não é apenas uma tristeza, melancolia ou irritação relacionada às frustrações do cotidiano.

O que se entendia como um mero cansaço ou tédio de quem não tem problemas, na verdade, obscurece o pensamento, os sentimentos, a vontade e a vitalidade do corpo.

Porém, exite um caminho alternativo.

De acordo com investigadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que revisaram 40 estudos feitos ao longo de 20 anos, o trabalho voluntário melhora a saúde mental, reduz a depressão e confere bem-estar.

Neste sentido, a ciência tem demonstrado que as atividades que põem o corpo em movimento e colocam a alma em conexão com a dor do outro, gera uma sensação de bem-estar, no poder ajudar o outro, funcionando muitas vezes  como remédio auxiliar.

Evidentemente, só podem ser obtidos bons resultados quando esse tipo de ação está associado à prescrição correta de medicamentos, que corrigem a química cerebral, e à psicoterapia, que atua no sentido de modificar a forma de agir. É preciso recorrer a todos esses recursos para combater a doença.

 

 

Em outras palavras, a caridade – ou o amor – consiste naquele movimento interior. O sair de si para estar com o outro, nos seus sofrimentos, nas suas alegrias. A caridade é fazer da vida uma pró-existência, uma vida  voltada não para si mesmo, mas para o outro.

 

 

Neste sentido, à medida que fazemos o movimento de ir em direção ao próximo, entramos em contato com o modo de pensar, agir e sentir dele. Assim, consequentemente, começamos a enxergar a nós mesmos e o mundo que nos cerca a partir da síntese que fazemos do encontro dos nossos pensamentos, atitudes e ações com os pensamentos, palavras e ações do outro.

 

Tem vontade de ajudar? De ser um voluntário?

Você também pode ser um voluntário. Em Santos são inúmeras instituições que necessitam de ajuda, de pessoas dispostas a doar seu tempo em favor do outro.

Centro Espirita e de Caridade Dr. Luiz Monteiro de Barros

A entidade mantém várias ações sociais, dentre elas a República dos Idosos e refeições servidas a moradores de rua e cortiços.

Com relação à República para os Idosos, a casa tem capacidade para acomodar até 11 pessoas, sendo uma por suíte, podendo ser acomodada até duas.

Ela prover moradia de qualidade ao idoso carente,  fornecer quatro refeições diárias e também acompanhamento psicossocial.

A ideia é manter a autonomia, a individualidade e a liberdade, resgatando o convívio social.

Todas as atividades da área assistencial, inclusive a administração da República dos Idosos são realizadas por voluntários.

Fontes:

01. The News England Journal of Medicine

02. Conselho Federal de Medicina

Kelma Yaly

Consultora de Marketing de Conteúdo e Performance para Mega Imagem.