O que é autismo?

O autismo é conhecido como TEA ou melhor dizendo Transtorno Espectro Autista.

Ele consiste em um déficit na formação do sistema neurológico que está presente desde o nascimento da criança.

As causas do TEA não são totalmente conhecidas, mas podem estar relacionados a predisposição genética.

A partir de analises de mutações espontâneas, pode ser passado de pais para filhos. No entanto, já há evidências de que as causas hereditárias explicariam somente metade do risco de desenvolver TEA.

Essas pessoas podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social. Além disso, podem apresentar padrões repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.

Mas, é importante lembrar que há níveis para esse espectro e aí está a importância de um diagnóstico preciso.

Como diagnosticar o autismo?

O autismo pode se apresentar de diversas formas, sejam elas em seus aspecto físico ou emocional. E para isso, são divididos em alta funcionalidade, média e baixa.

  • Alta funcionalidade: as pessoas podem continuar a vida normalmente, estudar, trabalhar e se relacionar;
  • Media funcionalidade: eles já possuem independência e necessitam de algum auxílio para desempenhar funções cotidianas, como tomar banho ou preparar uma refeição;
  • Baixa funcionalidade: pode apresentar dificuldades graves e costuma precisar de apoio especializado ao longo da vida.

Porém, há muitas qualidades para o portador da síndrome.  Entre elas está a facilidade de aprendizado visual e a concentração, muitos portadores prestam mais atenção aos detalhes e fazem tudo com exatidão.

Além disso, a capacidade de memória é maior do que a média da maioria das crianças que não possuem o espectro.

Cada indivíduo possui um nível. Por isso, é extremamente importante o diagnóstico e identificação o quanto antes.

Buscando ajuda

O diagnóstico do espectro autista geralmente é clínico. Isso significa que precisamos observar bem o comportamento do paciente e analisar informações coletadas das pessoas do seu convívio.

Além disso, há uma escala protocolada pela Sociedade Brasileira de Pediatria que recebe o nome de MCHAT. Nela há diversas questões a serem respondidas que são capazes de ajudar nesse diagnóstico.

Contudo, esse processo todo é muito delicado porque muitas características podem se confundir com outros transtornos ou síndromes.

A partir do momento em que é identificado o TEA, é indicado a procura por um neuropediatra e até um psiquiatra infantil.

Portanto, profissionais mais especializados podem indicar o tipo de tratamento adequado para cada tipo de espectro.

Tratamento

O tratamento geralmente é realizado com terapias e em alguns casos são associados o uso de medicamentos.

Podem ser usados jogos para aprendizado e melhoramento de habilidade, exercícios de comunicação funcional e também espontânea.

Além desses métodos, é muito popular a adoção das abordagens terapêuticas Análise Aplicada do Comportamento (método conhecido como ABA) e Terapia Cognitivo Comportamental.

As avaliações são realizadas a cada 3 ou 6 meses para entender a necessidade de mudanças na abordagem ou intensidade do tratamento.

O contexto familiar é muito importante no tratamento do autismo. Possuir pais que estejam cientes e que aprendam a lidar com as situações é muito importante. Muitas vezes, é  indicado o acompanhamento psicológico para os pais, separadamente.

Já segue a Mega nas Redes Sociais?

Não deixe de acessar nosso Instagram e Facebook.

Rafaélla Mantovani

Comunicação e Marketing Digital na Clínica Mega Imagem.