ULTRASSOM MORFOLÓGICO

ULTRASSOM MORFOLÓGICO DE PRIMEIRO TRIMESTRE COM ESTUDO DOPPLER COLORIDO

É indicado de rotina para avaliarmos principalmente a medida da translucência nucal  que é um líquido que fica na região da nuca  e que quando  está mais aumentada aumenta o risco de algumas síndromes. Com a boa qualidade dos equipamentos atuais também é possível  avaliar grande parte da anatomia do feto  e a placenta.

O estudo DOPLERFLUXOMETRICO é importante através do estudo das artérias uterinas para avaliarmos o risco de desenvolver pré eclampsia na  gestação que é o aumento dos níveis pressóricos  na gravidez.

Não é necessário que a bexiga esteja cheia e não é necessário nenhum preparo especial.

É importantíssimo que a paciente traga os exames anteriores ( ultrassons anteriores ) e relate antecedentes familiares de doenças  ou malformações , infecções , doenças maternas na gestação  ou  uso de medicamentos , intercorrências como cólicas ou sangramentos  devem ser referidas durante o exame.

ULTRASSOM MORFOLÓGICO DO SEGUNDO TRIMESTRE COM DOPPLER COLORIDO E ULTRASSOM TRANSVAGINAL PARA AVALIAÇÃO DO COLO UTERINO

É indicado de rotina  entre 20 e 24 semanas  de gestação , pode ser indicado quando a paciente tem algum antecedente familiar de malformação ou fez uso de algum medicamento durante a gestação  ou teve infecção durante a gestação.

É importantíssimo que a paciente traga os exames anteriores ( ultrassons anteriores ) para avaliarmos o crescimento e descreva para o ultrassonografista se ocorreu  alguma intercorrência  como uso de medicamentos, infecções, antecedentes familiares  de malformação incluindo cardíaca , se o pai  tem alguma doença ( por exemplo malformação cardíaca ) ou a mãe tem alguma doença (  por exemplo diabetes ou hipertensão ),

Falar se o obstetra deseja alguma informação específica daquele ultrassom . Ou seja é importante que os pais participem da realização do exame para que se sintam mais seguros em relação a algumas dúvidas.

Como a malformação cardíaca é a mais frequente é importantíssimo associar o ultrassom morfológico ao  DOPPLER COLORIDO pois através dele podemos ver melhor o sangue das câmaras cardíacas, podemos ver melhor o fluxo de sangue em alguns vasos. Quando conseguimos detectar essas malformações os pais,  o obstetra  e o pediatra se sente mais preparados para receber  o recém nascido mais adequadamente.

É importante também  realizarmos a medida do colo do útero via transvaginal  pois é  um fator de risco se o colo for curto para trabalho de pato prematuro e esse achado já muda a conduta em relação a repouso ou uso de medicamentos pata ajudar no amadurecimento do pulmão do feto.

Não conseguimos ver através do ultrassom todas as malformações pois algumas  são pequenas e dependem também da posição do feto e da idade gestacional .Quando a paciente tem sobrepeso o exame também é difícil pois atrapalha a passagem do som, até chegar ao feto.

O exame pode ser demorado pois dependemos da posição fetal para avaliar as estruturas adequadamente ; não raramente  a paciente precisa andar um pouco  na sala de espera e esperar o feto mudar de posição.

GUIAS NECESSÁRIAS PARA REALIZAR ULTRASSOM MORFOLÓGICO DO 1º E DO 2º TRIMESTRE DE GESTAÇÃO PARA EXAME COMPLETO DO BEBÊ

A avaliação morfológica do bebê intra-utero teve um grande avanço na última década, houve uma migração para o primeiro trimestre, para avaliação mais detalhada de malformações, além da detecção de sinais indiretos que aumentam risco de síndromes.

Apesar da avaliação ser feita em todos os órgãos como cérebro, pulmões, intestinos e membros, no Brasil, devido as leis, onde a ultrassonografia vai fazer a grande diferença na vida do bebe será:

– Detecção de defeitos cardíacos: além deles estarem presentes em quase 50% dos casos que são síndromes, a detecção de defeito cardíaco muda o curso da gestação por se determinar a necessidade ou não do bebê nascer em hospital especializado. Dependendo do defeito, um hospital comum pode não garantir a sobrevivência do bebê até se tomar as primeiras medidas para corrigir defeito;
– Detecção de defeitos de coluna: acreditem, como no brasil não é permitido o aborto para todos os defeitos, uma equipe brasileira foi uma das pioneiras na correção cirúrgica intra-utero de alguns defeitos de coluna, diminuindo a chance do bebê ter paralisia das pernas;
– Defeitos do aparelho urinário do bebê, pois se houver dilatação importante do mesmo pode haver prejuízo no desenvolvimento dos pulmões, o que é incompatível com a vida, é possível esvaziar intra-utero a dilatação nesses casos.
– Ds demais defeitos como os do cérebro, braços, pernas, infelizmente a detecção intra-utero não vai mudar o curso da gestação e do bebê.

Morfológico do 1º trimestre

códigos: us obstetric tn  +  us obstetric com doppler colorido + us obstetric 1 trimestre transv
Códigos obrigatórios para uma avaliação completa de boa qualidade na gestação do primeiro trimestre:

Justificativas

1) us obstetrico tn: avalia-se a nuca do bebê e ajuda a detectar mal formações cardíacas (que estão presentes em quase metade das síndromes) e síndrome de down/ cromossomopatias avalia o osso nasal, órgãos do bebê, detectando sinais de síndromes e defeitos no bebê.
2) us obstetrico com doppler colorido: pelo estudo do fluxo e da direção de fluxo das camaras do coração e saída e entrada  de seus vasos (ex.: ducto venoso) ajuda a detectar mal formações cardíacas (que estão presentes em quase metade das síndromes/ cromossomopatias como a  Sindrome de Down). Avalia fluxo das artérias do cordão umbilical (artéria umbilical única, maior chance de defeito cardíaco e de restrição de crescimento intra útero) e aalia fluxo nas artérias uterinas permitindo detectar risco de pré-eclâmpsia/eclâmpsia e risco de complicações (parto prematuro, ruptura precoce da bolsa das águas, sofrimento fetal intra-uterino, restrição de crescimento intra-uterino e descolamento de placenta),  permitindo iniciar tratamento preventivo AAS, se detectado artérias com fluxo restrito.
3) us obstetric transvaginal: mede o comprimento do colo através da visão via vaginal da mucosa do canal endocervical (não observada via abdominal), permite detectar gestantes com risco aumentado de ter parto prematuro. A prematuridade do bebê é uma das principais causas de mortalidade e sequelas (muito mais que defeitos, síndromes e malformações), permite, na grande maioria dos casos, a visualização de muito perto da anatomia do bebê possibilitando, junto com o doppler colorido, detectar precocemente malformações cardíacas.

Morfológico do 2º trimestre

códigos: us morfologico +  us obstetrico com doppler colorido + us obstetrico transvaginal
Códigos obrigatórios para uma avaliação completa de boa qualidade na gestação do primeiro trimestre:

Justificativas

1) us morfológico: avalia a nuca do bebê, o osso nasal, órgãos do bebê, detectando sinais de síndromes e defeitos.
2) us obstétrico com doppler colorido: acrescenta maior detecção de cardiopatias pelo estudo do fluxo  e direção de fluxo das camaras cardíacas,  além da saída e entrada de seus vasos, detecta também número e avalia fluxo das artérias do cordão umbilical (artéria umbilical única, maior chance de defeito cardíaco e de restrição de crescimento intra útero). Avalia fluxo nas artérias uterinas permitindo detectar risco de pré-eclâmpsia/eclampsia, risco de complicações (parto prematuro, ruptura precoce da bolsa das águas, sofrimento fetal intra-uterino, restrição de crescimento intra-uterino e descolamento de placenta), permitindo iniciar tratamento preventivo AAS se detectado artérias com fluxo restrito.
3) us obstétrico  transvaginal: medindo o comprimento do colo através da visão via vaginal da mucosa do canal endocervical (não observada via abdominal), permite detectar gestantes com risco aumentado de ter parto prematuro. A prematuridade do bebê é uma das principais causas de mortalidade e sequelas (muito mais que defeitos, síndromes e malformações)