Julho Amarelo intensificou a luta e prevenção das hepatites virais

Julho Amarelo

No mês de julho, as Unidades Básicas de Saúde da Baixada Santista intensificaram a campanha Julho Amarelo, iniciativa que visa conscientizar a população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais.

Durante o período, o alerta foi feito por meio de palestras, orientações e testes gratuitos para a detecção da doença. Silenciosa, a hepatite C tem cura, mas, se não tratada, pode causar cirrose, insuficiência hepática e levar o paciente à morte.

 

Casos de hepatite C no Brasil

Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca 1 milhão de brasileiros entre 15 e 69 anos já tiveram contato com o vírus da hepatite C, o representa 0,7% da população no país. A estimativa é de que mais 700 mil pessoas precisem passar por acompanhamento e tratamento médico para curar a doença.

 

Transmissão das hepatites A, B e C

A hepatite do tipo A causa inflamação no fígado, gerando sintomas como perda de apetite, náusea, febre, diarreia, fadiga, dor na barriga e icterícia (olhos e pele amarelados), além de urina escura. As crianças geralmente apresentam a doença com poucos sintomas.

A contaminação pelo vírus da hepatite A pode ocorrer após a ingestão de água ou comida contaminada com as fezes de alguém com o vírus. Por isso, é importante evitar consumir frutas, vegetais ou outros alimentos que foram manuseados sem a higiene adequada das mãos. É recomendado não engolir comer marisco cru colhido da água que contém o vírus.

 

Cuidados extras com as hepatites B e C

A hepatite B causa cicatrizes no fígado, insuficiência hepática e câncer, sendo fatal se não for tratada. A transmissão acontece no contato com o sangue contaminado, feridas abertas ou fluidos corporais de alguém que tenha o vírus da hepatite B.

A hepatite B pode ser transmitida a outra pessoa por meio de:

– Sexo desprotegido;
– Contato com seu sangue ou uma ferida aberta;
– Agulhas ou seringas compartilhadas.

Em muitos casos, a ausência de sintomas por meses faz com que o portador da doença não perceba que está contaminado, o que aumenta ainda mais os riscos de transmissão.

 

Hepatite C

As autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa com alto risco de exposição ao HCV faça um exame de sangue para rastrear a infecção por hepatite C. No grupo de risco, estão pessoas com as seguintes características:

– Pessoas que tenham feito uso de drogas injetáveis com agulhas compartilhadas;
– Qualquer pessoa que tenha resultados anormais no teste da função hepática sem causa identificada;
– Bebês nascidos de mães com hepatite C;
– Trabalhadores da área da saúde que foram expostos a sangue ou agulhas acidentalmente;
– Pessoas que já passaram por tratamentos prolongados de hemodiálise;
– Pessoas que receberam transfusões de sangue ou transplantes de órgãos;

– Quem manteve relações sexuais com pessoas diagnosticadas com infecção por hepatite C;
– Pessoas com infecção por HIV (vírus da AIDS).

 

Julho Amarelo em vários municípios

A iniciativa, que compreende 327 municípios do Estado de São Paulo, é uma proposta do Programa Estadual de Hepatites Virais do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria de Estado da Saúde (SES)- SP. O objetivo da campanha Julho Amarelo é ampliar o número de testes para hepatite C em todo o Estado, com foco nos maiores de 40 anos.