Tireoidite de Hashimoto: você sabe o que é?

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A tireoidite de Hashimoto é considerada uma doença autoimune muito comum, que se caracteriza por uma inflamação crônica da glândula da tireóide.

Esta doença,  acomete mais mulheres e está mais associada ao hipotireoidismo ( diminuição da função tireoidiana ) mas eventualmente pode estar associado a função normal ou aumentada da tireoide.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser realizado através da presença de anticorpos no sangue contra antígenos da tireoide ( os antígenos são moléculas que as células tem que as identificam ) e achados de inflamação da glândula da tireoide pelo ultrassom de tireoide.

Hormônios podem ser indicados no tratamento quando a tireoide não funciona adequadamente e às vezes a cirurgia pode ser necessária se as dimensões da glândula são grandes e empurram as estruturas adjacentes ou se são detectados nódulos com suspeita com indicação que precisam ser retirados  

Baseada na etiologia, podemos dividir em tireoidite primária ou secundária.

A primária é a causa mais comum e acontece quando não conseguimos identificar a causa.

Um achado frequente é o aumento da tireoide, chegando ao que chamamos de bócio com  hipertireoidismo ou hipotireoidismo.

O bócio nada mais é que o aumento da glândula, que causa inchaço e nódulos maiores.

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imagem retirada da internet

Na patologia vamos ver um infiltrado de linfócitos, que são um tipo de célula de defesa do nosso corpo. Pode ocorrer em associação com outras doenças auto imunes como diabetes tipo 1 e síndrome de Sjogren, e eventualmente associado a outras doenças de tireoide como câncer de tireoide tipo papilífero.

A secundária ocorre quando conseguimos detectar o agente etiológico, geralmente ocorre após a administração de drogas  imunomoduladoras como interferon para auxiliar na hepatite C.

Desde que foram descritos os primeiros casos pelo Dr. Hashimoto no Japão em 1912, aumentaram os casos. Era raro antes de 1950 e hoje temos a prevalência de 8 a 46 pessoas para 1000 pessoas por ano, dependendo se estamos nos baseando somente nos  sintomas ou de alterações na  bioquímica do sangue.

É oito vezes mais comum em mulheres e é mais comum em brancos e asiáticos do que em afro descentes nos EUA.

A tireoide e os sinais

As alterações que podem ocorrer como consequência do hipotireoidismo são várias porque esse hormônio tem ação em vários órgãos.

Entre os achados clínicos podemos ter disfonia que é a alteração da voz quando a tireoide fica maior e acomete o nervo laríngeo recorrente, dispnéia que é a falta de ar se a traquéia é acometida, e a disfagia se há acometimento do esôfago.

Além disso, no sistema gastrintestinal a constipação é a queixa mais comum. A hipotonia da vesícula biliar pode levar a formação de cálculos.

Como estes que citamos, ainda há outros sinais, como:

  • Pele seca, com diminuição da temperatura;
  • Cabelos grossos e apresentando queda. As unhas também podem ficar finas e frágeis;
  • Anemia (por diminuição de um hormônio produzido nos rins que se chama eritropoietina que estimula a produção de hemácias);
  • Diminuição da absorção de ferro.

Entre outro sintomas evidentes.

No Sistema Reprodutivo, as menstruações  podem diminuir seu fluxo e/ou pode haver  sangramento irregular e abundante, chamado também de menometrorragia.

Para as grávidas é preciso ter atenção, pois pode  aumentar a taxa de abortamento.

Procurando ajuda

A glândula na palpação pode estar aumentada e a maioria dos pacientes no diagnóstico estão com os níveis normais de hormônio tireoidiano ( 75 %) .

A  minoria se situa desde o hipotireoidismo subclínico, que neste caso é o aumento do TSH que é o hormônio da hipófise que estimula a tireóide a funcionar. Entretanto, os níveis de hormônio tireoidianos ainda estão normais até que haja um evidente hipotireoidismo.

No ultrassom podemos ver a tireóide mais escura do que o normal, o que chamamos de mais hipoecóica, através do ultrassom podemos classificar eventuais nódulos ( a grande maioria não são suspeitos)  e pode ser usados para guiar a aspiração de nódulos suspeitos também em cirúrgias.

A partir das suspeitas de sintomas ou até mesmo sem apresentar nada é necessário a ida ao médico periodicamente para analisar os valores e se houver queixas maiores, realizar exames investigativos.

O tratamento da tireoidite é predominantemente medicamentoso. A cirurgia pode ser indicada quando houver sinais de compressão dos tecidos adjacentes , por motivos estéticos , ou quando a punção de nódulo for suspeita para malignidade mas deve ser evitada a princípio pelos riscos cirúrgicos.

Recentemente a atriz global Cleo Pires deixou seu depoimento em seu Instagram, após muitas criticas no último ano sobre o aumento de peso: o motivo era a tireóide de hashimoto. Um belo depoimento que fala não só sobre conviver com esta doença autoimune, mas sobre a autoestima da mulher e a não rotulação de padrões de beleza.

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Por Rafaélla Mantovani

Comunicação e Marketing Digital na Clínica Mega Imagem.