Prevenção ao Câncer de Mama

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Antes de mais nada, é importante dizer que o câncer de mama é a doença mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil.

Desta forma, em 2021, a estimativa é de 66.280 casos novos de câncer de mama. Excluído o câncer de pele não melanoma.

Este é o mais frequente nas mulheres das regiões, sul, sudeste, centro-oeste e nordeste.

Contudo, o câncer de mama não acomete somente mulheres, ele também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Apesar disso, o câncer de mama é tratável, por isso é muito importante que ele seja descoberto cedo para o início do tratamento.

Alguns Estudos

A princípio, muitos estudos demonstram diferenças significativas em populações com certos hábitos saudáveis e aquelas que não os tem.

Ou seja, estes hábitos não se referem somente ao câncer de mama. Todavia, há uma série de outros tipos de câncer e doenças também relacionadas.

Contudo, é importante lembrar que com a explosão da expectativa de vida, inúmeras são as pessoas que terão a oportunidade de viver mais e com boa qualidade de vida, desde que se atentem ao seu comportamento.

Assim, o primeiro passo para mudar é ter conhecimento do que é recomendado.

O tripé da saúde é constituído basicamente de:

  • seguir recomendações médicas a respeito de cuidados e tratamentos;
  • alimentação adequada e atividade física sob orientação.

Em qualquer idade a mudança de comportamento para uma disposição de vida saudável terá grande impacto na saúde, disposição e jovialidade do indivíduo.

Quando o assunto é câncer, existem fatores que dependem do comportamento do indivíduo e outros fatores que não dependem.

Tipos de Câncer de Mama

Carcinoma ductal in situ (ou não invasivo)

Esse tipo de câncer é considerado não invasivo, isso significa que as células que revestem o ductos são cancerígenas.

As chances de cura são extremamente altas e o risco de metástase é baixo.

Carcinoma ductal invasivo

Este câncer inicia-se no ducto do leite e chega até os outros tecidos da mama. O risco de metástase nesse caso é maior, podendo ser transferido pelo sistema linfático e a circulação sanguínea.

Cerca de 70% dos casos são de carcinoma ductal invasivo.

Carcinoma lobular in situ (ou não invasivo)

Esse tipo de câncer começa quando a partir do desenvolvimento através das glândulas produtoras de leite e nas mamas.

Entretanto, por ser in situ ela não é invasiva, então não há invasão do tecido mamário adjacente.

Carcinoma lobular invasivo

Esse tipo de câncer leva o nome de lobular, por se desenvolver nos lóbulos.

Parecido com o câncer de mama ductal, ele também é um tipo difícil de detectar.

Doença de Paget

A doença de Paget é caracterizada por estar localizada na região das aréolas e mamilos.

Os principais sintomas são vermelhidão, dor, sensibilidade e coceira.

Câncer de mama inflamatório

Este tipo é considerado raro, porque é muito característico. Ele consiste no bloqueio dos nódulos linfáticos, impedindo a drenagem apropriada das mamas.

Dessa forma, ele causa um inchaço nas mamas dificultando o diagnóstico

Fatores de risco que aumentam a chance do câncer de mama que dependem do comportamento do paciente

Estar acima do peso: estar acima do peso aumenta o risco do desenvolvimento do câncer de mama. Para isso, é importante dar uma atenção especial para o corpo. Uma vida mais saudável pode trazer diversos benefícios além da prevenção ao câncer de mama.

Falta de exercício: O exercício regular ajuda a reduzir o risco de câncer de mama. O ideal é a prática de exercícios de 3 a 4 horas semanais.

É aconselhado começar gradualmente, caminhando 15 minutos por dia e depois aumentar lentamente a quantidade de tempo que se gasta se exercitando, bem como aumentando gradualmente o nível de intensidade.

Ingestão de álcool: o álcool em qualquer dose é considerado fator de risco para câncer em geral. Três doses de álcool por semana aumentam em 15% o risco de câncer e que a cada dose adicional o risco sobe para 10% (considera-se uma dose a 350 ml de álcool / 150 ml de cerveja / 50 ml de destilado.

Fumar: o tabagismo causa várias doenças (doenças cerebrovasculares/AVC, infarto, câncer de pulmão, etc.) e está associado a um maior risco de câncer de mama em mulheres mais jovens na pré-menopausa.

A pesquisa também mostrou que pode haver ligação entre a exposição excessiva ao fumo passivo e o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa.

Em outras palavras, fumar também pode aumentar as complicações do tratamento do câncer de mama, incluindo danos aos pulmões por radioterapia, dificuldade em curar após cirurgia e reconstrução mamária e maior risco de coágulos sanguíneos ao tomar medicamentos para terapia hormonal.

Gravidez

Histórico de gravidez: mulheres que não tiveram uma gravidez a termo ou tiveram seu primeiro filho após os 30 anos têm um risco maior de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que deram à luz antes dos 30 anos.

História da amamentação: A amamentação pode diminuir o risco de câncer de mama, especialmente se uma mulher amamentar por mais de um ano.

Fatores de risco para câncer de mama que não dependem do comportamento do paciente

Entretanto, existem fatores que aumentam o risco de câncer de mama que não depende do paciente, portanto, a única ação possível é seguir as orientações médicas para fazer a detecção precoce do câncer de mama. 

Esses fatores são:

  • Idade acima igual ou de 40 anos (Brasil);
  • Ter ou herdar um gene com mutação para câncer de mama;
  • Histórico familiar de câncer de mama ou de ovário abaixo de 50 anos em parente de primeiro grau;
  • Histórico pessoal de câncer:
    • Aumento de 3 a 4 vezes a probabilidade de desenvolver um novo câncer.
  • Radioterapia prévia no peito ou rosto antes dos 30 anos;
  • Diagnóstico prévio em biópsias das seguintes alterações aumentam proporcionalmente o risco da doença:
    • 2 vezes o risco: hiperplasia ductal sem atipia, fibroadenoma complexo, adenose esclerosante, papiloma ou papilomatose, cicatriz radial;
    • 4-5 vezes o risco: hiperplasia ductal atípica e hiperplasia lobular atípica;
    • 7-12 vezes o risco: Carcinoma lobular in situ (LCIS).
  • Mamas densas na mamografia:
    • Pode ter duas vezes mais chances de desenvolver câncer de mama
  • Histórico Menstrual:
    • Menstruar com menos de 12 anos (influências: obesidade e à ampla exposição a desreguladores hormonais);
    • Menopausa com mais de 55 anos.

Desta forma é possível observar que muitos fatores para a prevenção do câncer de mama e de outras doenças estão nas mãos de pacientes.

Assim, cabe a cada um, a decisão de levar um estilo de vida mais saudável que  distancie do risco de doenças que podem vir atrapalhar a qualidade de vida.

Esperamos que esse texto tenha contribuído para sua jornada.

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Por Mega Imagem

A clínica Mega Imagem é referência no diagnóstico por imagem na Baixada Santista.