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Toda mulher precisa passar por uma bateria de exames como forma de prevenção ao câncer de mama. Mas algumas delas podem apresentar mamas densas, o que pode influenciar a forma como o diagnóstico é realizado.
Neste artigo, falaremos mais sobre esse tema, além do risco aumentado no desenvolvimento de tumores. Para saber mais, continue a leitura!
O que significa ter mamas densas?
Uma mulher com mamas densas é aquela com predomínio de tecido fibroglandular e quase nada de gordura.
Esse tecido é a estrutura em que ocorre a produção de leite materno e está alocado em uma parte da mama, dividindo espaço com o tecido adiposo.
Em suma, esses dois tecidos são os responsáveis por definir se os seios são densos ou não. O que mostra que a densidade se refere à composição das mamas.
É comum que mulheres mais novas e saudáveis contem com mais tecido fibroglandular, que vai reduzindo com o avanço da idade, principalmente no caso de pacientes que tenham tido filhos e os amamentado.
Vale destacar que o sobrepeso e a obesidade podem contribuir para que mulheres mais velhas tenham mamas densas. Além disso, o uso de anticoncepcionais pode realizar o mesmo processo.
Qual a relação entre as mamas densas e o câncer de mama?
A principal relação entre ter mamas densas e o câncer de mama é o risco aumentado do desenvolvimento da doença .Além disso, essa condição pode dificultar a detecção do tumor nos exames tradicionais.
É importante ressaltar que os seios densos são apenas uma característica e não uma doença. Entretanto, é necessário ter atenção médica para prevenir o surgimento de tumores.
Em resumo, pacientes com mamas densas podem ter um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver câncer de mama.
[caption id="attachment_35650" align="aligncenter" width="1800"] Durante a mamografia, mulheres com mamas densas podem receber orientação para realizar exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância magnética, dependendo do perfil clínico e da recomendação médica.[/caption]
Quais são os tipos de seios densos?
Os seios são distribuídos em 4 categorias (A. B, C e D). As duas primeiras não são consideradas de mamas densas. Já a C e a D, sim. Veja:
Categoria C (heterogeneamente densas)
Neste caso, a maior parte do tecido é densa, podendo ocultar pequenos nódulos ou alterações durante o exame de mamografia.
Categoria D (extremamente densas)
Agora, o tecido mamário é quase todo composto por glândulas e fibras. Assim, há uma redução significativa na sensibilidade da mamografia.
Qual o tipo de rastreio de câncer de mama mais indicado para mamas densas?
Mulheres com mamas densas devem passar por exames mais adequados para o rastreio de câncer de mama. Além da mamografia anual, é importante realizar outros exames como forma de complementar o diagnóstico. Entenda:
Tomossíntese
A tomossíntese mamária ou mamografia digital é um procedimento em que são criadas imagens em fatias da mama, o que diminui a sobreposição do tecido denso.
Esse processo ajuda no aumento da taxa de detecção de câncer em até 30% em comparação com a mamografia tradicional.
Ultrassonografia
O ultrassom é outro exame eficiente na identificação de pequenos nódulos ocultos no tecido denso. É muito comum que esse exame seja utilizado como um complemento à mamografia.
Ressonância Magnética
A ressonância magnética é um dos exames mais sensíveis para este tipo de diagnóstico. Ademais, é comum que os médicos a recomendem para mulheres com mamas densas.
Como prevenir ter mamas densas?
Como pudemos acompanhar, as mamas densas podem aumentar as chances do surgimento de câncer de mama. Por isso, é essencial entender como evitar essa condição. Veja algumas dicas:
Faça atividades físicas regularmente
Mudar os hábitos de vida pode ser crucial para evitar seios densos. Por isso, a prática regular de atividades físicas pode fazer toda a diferença.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que sejam realizados pelo menos 150 minutos semanais de exercícios.
Fique atenta à reposição hormonal
A reposição hormonal pode ser responsável pelo aumento na densidade das mamas. Dessa forma, é importante realizar exames periódicos.
Tenha alimentação saudável
Outro ponto importante é contar com uma alimentação balanceada, com mais “comida de verdade” e menos industrializados.
Coloque mais legumes, frutas, verduras e carnes na sua alimentação, pois isso pode fazer toda a diferença para evitar o acúmulo de gordura.
Evite bebidas alcoólicas e cigarros
Sabemos que o tabagismo e o consumo de álcool podem ser totalmente prejudiciais para vários aspectos da nossa saúde, e isso não é diferente neste caso.
Dessa forma, a função hepática pode ser afetada com o uso excessivo de bebidas alcoólicas e cigarros, o que atrapalha a filtragem de substâncias tóxicas e microrganismos prejudiciais à saúde.
Em resumo, a falha na função hepática pode aumentar a concentração de estrogênio, resultando na elevação da densidade mamária.
Considerações finais
Ter as mamas densas não é uma doença, mas sim uma condição que pode aumentar as chances do surgimento do câncer de mama.
Além disso, pode haver maior dificuldade no diagnóstico com a mamografia tradicional, sendo necessário utilizar outros exames de rastreio, como a ressonância magnética, a tomossíntese e a ultrassonografia.
Por isso, realizar exames de rotina pode fazer toda a diferença na prevenção ao câncer mamário.
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