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Não, o exame de sangue para detectar câncer não substitui a tomografia, ressonância ou mamografia. A verdade é que ele é apenas considerado como um procedimento complementar.
Isso acontece porque ele ajuda a indicar sinais da presença de células cancerígenas no organismo. Já os exames de imagem servem para localizar e confirmar o diagnóstico.
Neste artigo, você saberá mais sobre como estes procedimentos podem ser utilizados juntos para que o médico possa indicar o tratamento mais adequado ao paciente. Para saber mais, continue a leitura!
Tem algum exame de sangue usado para detectar câncer de mama?
Como citamos anteriormente, os exames de sangue podem ajudar a detectar câncer, desde que sejam complementados por exames de imagem.
Os mais comuns são: hemograma completo e os marcadores tumorais (PSA, CA 125, CEA e biópsia líquida.
Cada um deles conta com suas próprias características e pode ajudar de maneiras diferentes na realização do diagnóstico.
Vale destacar que, sozinhos, seus resultados podem sofrer influência de outras condições e não apresentam precisão suficiente para detectar a doença em estágios iniciais.
O que é o exame de sangue para detecção de câncer?
A verdade é que não existe um exame de sangue universal para detectar câncer. Mas alguns procedimentos ajudam a rastrear fatores.
Neste caso, eles se baseiam na dosagem de substâncias produzidas por tumores, conhecidas como marcadores tumorais.
Por isso, é muito importante a junção de exames de imagem e laboratoriais na hora de realizar o diagnóstico preciso.
Hemograma completo
Esse tipo de teste ajuda a indicar uma anemia, alterações nas plaquetas ou quaisquer mudanças nos glóbulos brancos.
Embora não sirva para confirmar a presença de um câncer, o exame pode servir como um sinal de alerta para linfomas e leucemias.
Marcadores tumorais
Já esse procedimento ajuda a encontrar substâncias (proteínas ou hormônios) produzidas pelas células cancerígenas.
Em algumas situações, o próprio corpo as produz como forma de combater o tumor.
Exemplos de marcadores:
PSA: utilizado como uma forma de avaliar e rastrear o câncer de próstata.
CA 125: feito com o intuito de acompanhar cânceres ginecológicos, como o de ovário, por exemplo.
CEA: esse procedimento é diretamente associado ao câncer colorretal e de tireoide.
Biópsia líquida: analisa o DNA do tumor que circula no sangue, com o objetivo de identificar mutações genéticas.
Como funcionam esses exames de sangue para detectar câncer?
Em resumo, a biópsia líquida é um exame que analisa uma amostra de sangue em busca de fragmentos de material genético liberados pelas células tumorais, conhecidos como DNA tumoral circulante (ctDNA).
Diferentemente do que ocorre com a biópsia tradicional, aqui não é preciso tirar um pedaço do tumor.
Assim, podemos afirmar que este é um provimento menos invasivo e que pode acontecer por meio de uma coleta de sangue.
Em seguida, o laboratório utiliza técnicas de biologia molecular para identificar alterações genéticas presentes no ctDNA.
Entre elas estão as mutações, deleções e outras modificações relacionadas à presença de um câncer.
Todas essas informações ajudam a acompanhar a resposta ao tratamento, além de identificar resistência a medicamentos.
[caption id="attachment_35618" align="aligncenter" width="1800"] Mesmo com os avanços dos exames de sangue, a avaliação por imagem continua indispensável para localizar tumores, avaliar sua extensão e confirmar o diagnóstico ao detectar câncer.[/caption]
O que são os exames de imagem?
Os exames de imagem ajudam a detectar câncer, além de outras doenças, principalmente se forem realizados com tecnologia de ponta.
Esses procedimentos permitem ao médico visualizar as estruturas internas das mamas e de outras partes do corpo.
Todo esse processo auxilia na detecção de alterações que podem indicar a presença de tumores na paciente.
A verdade é que cada um dos métodos conta com suas próprias características, sendo indicado de acordo com a idade da paciente, seus sintomas e o motivo da investigação.
Em muitos casos, os exames são complementares e ajudam o médico a definir o diagnóstico e o melhor tratamento.
Para que serve cada um deles
Cada um desses exames conta com suas próprias especificidades, sendo a mamografia o mais utilizado no rastreamento de câncer de mama.
Ela usa raios X de baixa dose para identificar nódulos e microcalcificações, muitas vezes antes de serem palpáveis.
Já a ultrassonografia das mamas é utilizada de maneira complementar à mamografia, principalmente para pacientes com mamas mais densas.
A ressonância magnética das mamas produz imagens detalhadas com auxílio de campo magnético e, geralmente, contraste. Dessa forma, é indicada para pacientes com alto risco para câncer de mama, investigação de casos específicos e avaliação da extensão da doença.
Por fim, temos a tomografia computadorizada, que não é utilizada como exame de rotina para detectar câncer de mama. Seu papel é avaliar outras regiões do corpo quando há necessidade de verificar se a doença se espalhou para órgãos como pulmões, fígado ou ossos.
Considerações finais
Detectar câncer envolve uma série de fatores e exames que se complementam. Além disso, apenas o exame de sangue não é suficiente para este diagnóstico.
O ideal é que, ao apresentar sintomas, você vá a uma consulta com um especialista, que será o responsável por determinar quais exames devem ser realizados.
Com isso, fica mais fácil realizar os procedimentos corretos para conseguir identificar o tratamento mais adequado para seu caso.
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