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Ressonância Magnética de Crânio





Bobina multicanal específica de crânio.
 



Perfusão

Avaliação de lesões focais (neoplásicas x não neoplásicas) e difusas (degenerativas x metabólicas), auxiliando inferir no grau de neovascularização e grau de agressividade tumoral;

Avaliação pós-tratamento de neoplasias, mais notadamente dos gliomas;

Como pedir este exame:
Ressonância de crânio + Perfusão


Espectroscopia (com ou sem perfusão)

Avalia através de gráficos e mapas de cor a quantidade de cada tipo de metabólitos.

Auxilia no diagnostico diferencial de lesões focais (neoplásicas x não neoplásicas) e difusas (degenerativas x metabólicas);

Importante no controle evolutivo pós-terapêutico de neoplasias;

Pode colaborar na diferenciação entre lesão primária e secundária e no grau de agressividade tumoral.

Nas lesões focais é fundamental associar a perfusão.

Como pedir este exame:
Ressonância de crânio + Espectroscopia

Para lesões focais: Ressonância de crânio + Espectroscopia + Perfusão




RM 3 Tesla cérebro imagem espetroscopia multivoxel.
 


RM 3 Tesla cérebro (meduloblastoma) espectroscopia multivoxel 3D.
 




Difusão

Técnica mais eficiente no diagnóstico precoce de isquemias agudas. Auxilia também no diagnóstico diferencial de lesões encefálicas neoplásicas e inflamatório-infecciosas. Também permite a caracterização de cistos epidermóides de SNC e auxilia na caracterização dos colesteatomas.

Como pedir este exame:
Ressonância de crânio + Difusão

Fluxo Liquórico

Estuda a dinâmica do fluxo de liquor nas hidrocefalias obstrutivas e no seguimento após procedimento (como III ventriculostomia) e auxilia no diagnóstico da hidrocefalia de pressão normal.

Como pedir este exame:
Ressonância de crânio + Fluxo Liquórico

Tractografia

Método que demonstraatravés de mapas coloridos 3D a relação das lesões com os principais tratos de substância branca encefálica (feixes nervosos) vizinhos, auxiliando o planejamento terapêutico e visando preservar os mesmos, com consequente redução da morbidade funcional.

Como pedir este exame:
Ressonância de crânio + Tractografia




Ressonância 3 Tesla Tractografia (fibras nervosas do cérebro).
 



Angio Ressonância

Avaliação dos vasos cerebrais e carotídeos.




Ressonância 3 Tesla T2 do cérebro.
 


Ressonância magnética 3 Tesla Angio Cerebral.
 



Ressonância 3 Tesla Rm funcional do cérebro.
 


RM Tesla imagem angio RM carotidas imagem neuro eixo.
 



Ressonância de crânio com nova seqüência SWI

Aumenta a sensibilidade na detecção de hemorragia antiga/ hemossiderina e de calcificações e ainda auxilia na diferenciação entre elas, auxiliando no diagnóstico como, por exemplos, doenças granulomatosas e microangiopatias .

Como pedir esse exame:
ressonância de crânio com SWI


SWI
 


Gradiente Eco.
 



Ressonância Cérebro SWI (Diferencia calcificação de hemorragia).
 


Ressonância Cérebro SWI para visualização de vasos.
 



Indicações de ressonância magnética e tomografia computarizada de crânio

A-Neurofibromatose
É a mais comum das síndromes neurocutâneas. Podem existir múltiplas malformações que são detectadas desde a infância. São comuns as manchas de cor marrom claro, lesões nas axilas, problemas de aprendizado e macrocefalia. Na ressonância vão existir múltiplos focos espalhados pelo cérebro que podem corresponder a focos de desmielinização (quando o nervo perde a capa que permite que as mensagens sejam transmitidas mais rapidamente) ou héterotopia (defeito de migração das células do sistema nervoso central durante o desenvolvimento - elas param antes de chegar ao local correto). Algumas crianças têm gliomas associados, que são tumores benignos e geralmente assintomáticos.

B – Esclerose Tuberosa.
Geralmente o diagnostico se faz na infância quando a criança apresenta convulsões ou retardo mental levando a investigação radiológica. Existem lesões de pele como manchas cinza em forma de folha, cistos sebáceos, tumores benignos no leito ungueal. Na ressonância ou na tomografia podemos visualizar tumores, manchas e áreas e nervos sem mielina (capa que acelera a velocidade da condução da mensagem).

C - Trauma
Geralmente é realizada a tomografia computadorizada multislice, pois o exame é rápido e necessário avaliar se a conduta deve se cirúrgica ou por acompanhamento clínico. A ressonância é um pouco mais demorada, portanto é mais difícil de ser utilizada em casos de emergência, porém avalia melhor contusões e hematomas.

Podemos detectar através dos exames de imagem as seguintes alterações:

- fraturas
Podemos ver se a fratura do crânio deprime ou não o contorno do mesmo; se isso ocorrer, dependendo da localização, pode necessitar de intervenção cirúrgica. Eventualmente podemos detectar ar em espaços extras cerebrais, o que faz pensar em algumas fraturas que podem aumentar a chance de infecções;

- hematomas intracerebrais
Quando ocorrem, podem empurrar as estruturas adjacentes dependendo do tamanho. Geralmente ocorrem na hora do trauma, porém podem ocorrer ate 48h depois.

- Hematomas epidurais
As meninges são camadas que protegem o sistema nervoso central e a medula é composta por três camadas.A mais externa que é a dura-máter, a intermediária que é a aracnóide e a interna que é a pia- mater. Hematomas que ocorrem entre a dura-máter (a membrana mais externa) e o osso são geralmente quando uma artéria é rompida pelo trauma da parte óssea. Nesses casos é importante avaliar o tamanho para saber se a conduta é expectante ou cirúrgica.

- Hematomas subdurais
O hematoma subdural ocorre entre a camada mais externa da meninge, que é a dura-máter, e a intermediária, que e a aracnóide. É mais difuso que o hematoma epidural, porque não ocorre resistência ao seu espalhamento. É associado à contusão ou lesões cerebrais, podendo ocorrer deslocamento de estruturas.

- Hematoma subaracnoideo
Hematoma que ocorre entre a aracnoide e a pia mater que e a camada mais interna da meninge.

-Contusão
É a lesão mais comum depois de um trauma. Podemos observar a morte de uma parte do tecido (edema ou inchaço) e focos de hemorragia.

Podemos avaliar também complicações crônicas do trauma como hidrocefalia (aumento das cavidades de liquido do cérebro por entupimento da drenagem por coágulos), atrofia (as partes afetadas do cérebro pelo trauma morrem e perdem volume/murcham), comunicações por canais de liquido cefalorraquidiano de áreas que usualmente não se comunicam (exemplo: fístula para seios da face).

D - Tumores (neoplasias) do sistema nervoso central
Os tumores primários do sistema nervoso, isto é, aqueles que nasceram no sistema nervoso, representam 10 % de todos os tumores. Além disso, existem aqueles tumores que não começam no cérebro, mas se espalham para o sistema nervoso (metástases).

Em crianças, entre os tumores sólidos, os do sistema nervoso central são os mais frequentes.

Os sintomas iniciais geralmente são discretos e não específicos. A dor de cabeça (cefaléia) ocorre em 50 % das vezes, porém existem muitas outras causas para dor de cabeça, o que podem retardar a sua descoberta/ diagnóstico.

Outras manifestações incluem mudança de comportamento, fraqueza muscular localizada e episódios de confusão mental.

Os tumores podem ocasionar sintomas por três mecanismos:

- destruição do tecido normal
-irritação ou depressão
-expansão do tumor junto a abóbada craniana

Complicações de tumores cerebrais:

O edema (inchaço) causado por lesões das paredes dos vasos pelo tumor, pode prejudicar funções motoras (movimentos) e cognitivas (entendimento).Como a calota craniana é rígida, o aumento do volume pelo tumor pode causar hérnias para o lado normal, hérnias para baixo, empurrando as outras estruturas anatômicas do cérebro. Hemorragia decorrente do tumor não é frequente.

Tumores supratentoriais (tumores que desenvolvem na parte mais superior do cérebro):

1. Astrocitomas de baixo grau – são tumores derivados dos gliomas ( células que nutrem e dão sustentação aos neurônios ) que representam 40 a 50 % de todos os tumores cerebrais . Os astrocitomas de baixo grau representam 15 a 20 % de todos os gliomas São derivados dos astrocitos células em forma de estrela. O pico de aparecimento ocorre entre os 40 e 50 anos de idade

2. Gliomas ópticos – são tumores que nascem no nervo óptico representam 1 % e todos os tumores intracranianos e são quase exclusivos da infância tipicamente entre os 2 e 6 anos de idade Podem estar associado a neurofibromatose principalmente se bilateral

3. Oligodendrogliomas – representam 5 % dos gliomas com o pico de incidência entre os 30 e 40 anos de idade

4. Ependimomas – ocorrem em criancas e adultos jovens O tumor ocorre geralmente junto aos bolsões de liquido que temos normalmente dentro do cérebro (ventrículos)

5. Glioblastomas – compõem mais da metade de todos os gliomas. São tumores mais agressivos com varias formas e tipos de células, pode originar-se de astrocitomas (vide acima) O pico de incidência e entre 50 e 60 anos de idade.

6. Gangliogliomas e ganglioneuromas – composto por células de gliomas (astrocitos) e neurônios. Tem um crescimento mais lento e o nome depende de qual célula predomina no tumor

7. Tumores neuroectodermais primitivos I (exemplos: meduloblastoma) – tumores que ocorrem nos primeiros 5 anos de vida. Nos exames de imagem podem ser acompanhados de sangramento (hemorragia), morte de tecido (necrose) alterações císticas e calcificações.

8. Metástases – O cérebro é sede comum e metástases de tumores malignos extra-cranianos ( aproximadamente 30 % de todas as lesões visualizáveis por exames de imagem), os tumores mais comuns que se espalham para o cérebro são câncer de pulmão , mamas , rins, trato gastrintestinal e melanomas ) São lesões que podem ser múltiplas e realçam ao contraste

9. Meningiomas – surgem das células de uma das camadas das meninges a camada intermediaria que se chama aracnóide, geralmente são tumores benignos . Sáo responsáveis por 20 % dos tumores cerebrais de adultos e acometem mais mulheres na meia idade ou mais idosas

10. Linfomas e leucemias – podem acometer o parênquima cerebral como nódulos; no caso dos linfomas podem ser fator de risco pacientes com imunodeficiência como pelo uso de imunossupressores no caso de pacientes transplantados ou com HIV.

11. Papilomas de plexo coroide – tumores gliais, São como verrugas que podem desenvolver no sistema que produz o liquido cefalorraquidiano e pode ocasionar hidrocefalia (aumento da quantidade de liquido no cérebro).

12. Podem existir tumores de ‘’ falha de desenvolvimento ‘’ como, por exemplo, os dermóides e os epidermóides que podem ter componente cístico e lipomas.

13. Cranio-faringiomas – são massas císticas e ou solidas e podem comprimir estruturas adjacentes ocasionando sintomas Podem ocorrer calcificações principalmente em crianças

14. Adenomas pituitários – incidência e maior na quarta e quinta década de vida. Como a pituitária ou hipófise e uma glândula podemos ter sintomas do aumento de sua secreção como o aumento da secreção de paulatina , hormônio de crescimento , do TSH que e o hormônio que estimula a secreção do hormônio tireoidiano

Tumores de localização infratentorial ( tumores que estão localizados mais inferiormente no cérebro, que englobam o cerebelo-parte responsavel pelo equilibrio e o tronco- parte responsável pelo comando da respiração e batimentos cardíacos ) :

1. Astrocitomas do cerebelo – são tumores da infância que podem ocasionar hidrocefalia – aumento da quantidade de liquido e ataia- escoordenacao motora )

2. Meduloblastoma – Ocorrem na primeira década de via mais frequente em mulheres . São muito sensíveis a radioterapia .

3. Ependimoma – ocorrem em crianças jovens e 1 a 6 anos . São massas bem circunscritas que podem levar a obstrução a saída de líquido da cabeça levando a hidrocefalia

4. Hemangioblastoma – são tumores benignos derivados de vasos .

5. Glioma de tronco cerebral – representa 10 % de todos os tumores na criança e tem origem nos astrocitomas que são células que nutrem e sustentam os neurônios

6. Metástases – são as neoplasias mais comuns do sistema nervoso central ( encéfalo + medula) em adultos , 50 % das vezes são solitários no diagnóstico .

7. Tumores da bainha do nervo: exemplo – Neurinoma acústico (schwannoma) tumores benignos que podem afetar a audição

8. Meningioma – são tumores das membranas que revestem o cérebro, geralmente benignos, menos frequentes na região do tronco e cerebelo.

9. Tumores do Glomus jugular – São tumores vascularizados e benignos

10. Cordomas – sua organização lembra um processo benigno, mas esse tipo e tumor pode ter algum grau de invasão/ comportamento agressivo.

E - Processo infeccioso
Depois dos exames de imagem como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, a mortalidade por processos infecciosos diminuiu expressivamente.
A via de infecção pode ser pelo sangue (hematogênica) e por via direta (por exemplo, otites – infecções do ouvido, sinusites).
Certas condições clínicas podem favorecer as infecções como, por exemplo, diabetes, alcoolismo, tratamento com esteroides, HIV.

1. Meningite: é a inflamação das meninges que são as camadas que revestem o tecido cerebral e a medula. O diagnostico clínico é muito importante, porém com os exames de imagem de tomografia computadorizada e a ressonância magnética é possível ver a também a origem da infecção. Podemos através da imagem descartar abscessos ( coleções de pus) que podem direcionar o tratamento e a origem a infecção, por exemplo, uma infecção pode começar por uma otite ( infecção e ouvido ), pela infecção nos seios nasais ( sinusite ).Em crianças ou em adultos os agentes mais comuns são Streptococco pneumoniae e Neisseria meningites .A resposta inicial a infecção e o aumento a vascularização com inchaço e pequenas hemorragias

2. Efusão subdural: Há um acumulo e liquido que e causada pela inflamação de veias subdurais ( dura é a camada mais externa das meninges ) com perda de liquido e proteína para o espaço subdural Geralmente a resolução e espontânea a menos que haja infecção

3. Empiema Subdural: é uma coleção de pus que ocorre entre a duramater (camada mais externa e as leptomeninges) geralmente secundário a complicações de meningite, sinusite, otite, osteomielite. Quando essa coleção de pus e localizada, podem ocorrer déficits neurológicos alem de febre aguda. A drenagem da coleção e antibioticoterapia deve ser a mais rápida possível para não haver piora do quadro clínico. Pode ocorrer trombose venosa e infarto como complicações da coleção de pus.

4. Empiema epidural: coleção de pus entre a dura mater (parte mais externa das membranas que cobrem o sistema nervoso central) e a calota craniana. O empiema epidural ocorre como uma complicação de otite média, sinusite, osteomielite da calota craniana. Essa coleção pode deslocar estruturas

5. Encefalites: é uma inflamação difusa do cérebro geralmente por vírus. Nos exames de ressonância e tomografia há acometimento difuso do parênquima cerebral.

Exemplos de encefalites:
- Encefalite autoimune: é uma resposta autoimune a uma vacinação ou a uma infecção viral prévia
- Doença de Creutzfeldt-Jakob – causada por um prion, o acometimento ocorre ao redor os 50 anos. A ressonância magnética e a tomografia computadorizada pode diagnosticar a atrofia do tecido cerebral
- Panencefalite subaguda esclerosante :vírus de ação lenta que ocorre em crianças e jovens podendo levar a atrofia
- Síndrome de Reye: ocorre em crianças seguindo uma infecção viral como influenza ou varicela
- Encefalite em pacientes imunocomprometidos - como encefalite por HIV, por citomegalovirus

6. Cerebrite e abscessos – infecção que tem uma fase aguda com inchaço e inflamação, em uma fase mais tardia pode ocorrer morte de tecido e em outra fase pode ocorrer pode se formar uma cápsula de tecido mais grosso (fibrose) ao redor do processo inflamatório Essas fases e a intensidade de acometimento do tecido cerebral pode ser avaliada por ressonância magnética e tomografia computadorizada.

7. Aneurismas micóticos – É frequente em pacientes de risco como dependentes de drogas, doença cardíaca, endocardite bacteriana (infecção das válvulas cardíacas); podem ser solitários ou múltiplos A ressonância magnética e a tomografia computadorizada podem detectar também a associação com hemorragias ou abscessos.

8. Ependimite ou ventriculite – O epêndima e o tecido que reveste os canais de liquido que tem no cérebro podem ser acometidos em casos de infecções ; pode estar associado a hidrocefalia ( aumento o liquido no cérebro )

9. Infecções granulomatosas
- Tuberculose - meningite tuberculosa pode ser secundário a infecções no trato urinário, infecções do pulmão, ou de focos de infecção no cérebro. Crianças e idosos são o mais acometido sendo o pico de incidência aos 3 anos de idade Também podem ocorrer em pacientes imunodeprimidos
- Sarcoidose – e uma doença inflamatória de etiologia desconhecida que acomete mais os pulmões e o sistema linfático, porém pode acometer o cérebro em 15 % dos pacientes; a ressonância magnética pode ver lesões solitárias ou múltiplas nas meninges.
- Doença de Lyme – doença típica de região geográfica de montanhas nos EUA causada por Borrelia burgdorferi; é transmitida por carrapato que acomete pele, articulações, coração e sistema nervoso central.
- Sífilis – causada pelo Treponema Pallidum pode levar a atrofia cerebral
- Doença causada por fungo:
Aspergilose – geralmente em pacientes imunodeprimidos por infecção secundaria a infecção pulmonar
Cocciodiomicose – Doença endêmica no Brasil acomete com frequência os pulmões
Criptococose – ocorre mais em pacientes imunodeprimidos e acomete com frequência os pulmões
Candidíase- pode ocorrer em pacientes imunodeprimidos com o trato gastrintestinal como porta de entrada
- Doenças causadas por parasitas
Cisticercose – causada pela Taenia Solium por ingestão de carne de porca mal passada e a parasitose mais frequente no cérebro na ressonância magnética e na tomografia computadorizada podemos ver cistos pelo parênquima, algumas vezes podemos ter sinais de obstrução com acumulo de liquido no cérebro (hidrocefalia).
Equinococose- (ou hidatidose) doença ocasionada pelo Echinococcos granulosus contaminação que ocorre pela ingestão acidental de fezes de cachorro contaminadas
Toxoplasmose – causada pelo protozoário Toxoplasma Gondii, o acometimento cerebral pode ocorrer em pacientes imunodeprimido

F - Doença Cérebro vascular
O derrame é a terceira causa de morte nos Estados Unidos sendo ultrapassado pelo câncer e pela doença cardíaca. Existem várias causas que podem ser divididas entre isquêmicas e hemorrágicas

Causas isquêmicas:
Pode ser resultado de doença da artéria, doença venosa, embolização.
A ressonância magnética e mais sensível do que a tomografia computadorizada. A tomografia no caso da doença isquêmica serve para documentar a presença ou ausência de hemorragia (essa avaliação e critica por causa do tratamento que pode ser feito com anticoagulante), determinar a localização e extensão do acometimento do parênquima, para afastar nódulos que simulem derrame.

Causas de oclusão dos vasos :
Aterosclerose – ocorre obstrução do fluxo por placas de gordura
Displasia fibromuscular-ocorre um espessamento e destruição da parede dos vasos que altera o fluxo de sangue
Infartos lacunares – as áreas de cavitação pela destruição do parênquima podem alterar as paredes das artérias adjacentes dificultando a passagem do sangue
Doença de Binswanger – doença arteriosclerótica de vasos específicos do cérebro ocorrendo principalmente em hipertensos e por volta dos 50 anos de idade
Hipoxemia cerebral global – ocorre em parada cardiorespiratória, dependentes de drogas.
Vasculite cerebral – a vasculite (inflamação da parede do vaso) que mais acomete o sistema nervoso e a pan arterite nodosa; outras vasculites incluem arterite de células gigantes, doença e Takayasu, granulomatose e Wegener.
Doença cerebrovascular hemorrágica não traumática – Pode incluir aneurismas (dilatações em segmentos de vasos), malformação vascular, hipertensão, hemorragia tumoral (sangramento e tumores), trombose e embolia (obstrução de vasos), abuso de drogas e vasculite (inflamação da parede dos vasos por infecção).

G - Atrofia Cerebral
Pode ocorrer atrofia cerebral em graus variáveis como um processo normal do envelhecimento. Porém na Doença de Alzheimer ocorre uma atrofia maior do que a esperada para idade com aumento da distancia dos sulcos naturais que existem no cérebro pelos exames de ressonância magnética e de tomografia computadorizada. Outras causas de demência incluem doenças vasculares ou não vasculares como, por exemplo, dos boxeadores, doença de Parkinson, doenças metabólicas ou infecciosas.

Para maiores informações entre em contato no telefone (13) 3202-1990,
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